BATAILLE Georges. O erotismo (1957)

BATAILLE Georges. A pura felicidade - Ensaios sobre o impossível (1970)

  1. A América desaparecida (1928)
  2. Diante de Lascaux, o homem civilizado se redescobre homem de desejo (1953)
  3. O valor de uso de D.A.F de Sade (Carta aberta aos meus companheiros atuais) (1967)
  4. Sade, 1740-1814 (1953)

BATAILLE Georges. A estrutura psicológica do fascismo (1933)

Fichamento: [(EE) (1933) BATAILLE. A estrutura psicológica do fascismo]

LIVE CABEÇUDA (por QnS)

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Nessa live, foi lida apenas a introdução

Sobre o Bataille

Bataille era leitor de Nietzsche, Hegel, Marx, Durkheim, Mauss, Freud. Sua filosofia era conhecida como “baixo materialismo”, se opunha aos demais materialistas por entender que faltam coisas como, por exemplo, porra, merda e sangue, e dai inclusive se da o seu racha com Breton, escritor do Manifesto Surrealista - os considerava aburguesados e idealistas.

Possuía uma teoria econômica, com base em sua noção de dispêndio (1949). Apesar de ser uma figurada de esquerda, era visto como estranho aos marxistas da época

Pt.1

Relação com a morte; continuidade e descontinuidade

“O erotismo … é a aprovação da vida até na morte”

A relação com a morte em vida, morrer e continuar vivo. La petite mort (expressão em francês que significa “a pequena morte”) é um termo poético e eufemístico usado para descrever o período refratário ou a sensação de transe e esgotamento que ocorre logo após o orgasmo.

Diferente do que afirma Bataille, hoje em dia já se pode observar que o sexo sem intenção de reprodução não é exclusivo ao ser humano, podendo inclusive se falar de um erotismo animal. Indicação: Emanuelle Coccia, A vida sensível

Marquês de Sade tem a relação com libertinagem e morte. Buscou-se sistematizar Sade Indicação de filme: Contos proibidos do Marquês de Sade - O gozo na execução pública, Sade olhando e escrevendo

A noção de pulsão de morte se encontra no texto.

Exuberância em Bataille

Para Bataille, o que define o ser humano é justamente a inutilidade, ou seja, primeiro o inútil depois o útil. Nossas necessidades são básicas embora sejamos uma grande potencialidade, a fome é diferente de apetite, e não queremos comer qualquer coisa. Independente do regime, isso acontecerá (divergência com o comunismo), independente das classes sociais. Noções de Spinoza e Nietzsche onde o desejo é um excesso (“sempre quero mais”) O que define o ser humano é a inutilidade, . Nossas necessidades são básicas, embora sejamos uma grande potencialidade; Fome é diferente de apetite, não queremos comer qualquer coisa; Mesmo o que é básico, resolvemos trocar, isso é uma postura humana, independente do regime (divergência com o comunismo por exemplo), não é restrito a classes sociais, ricos e pobres são assim; Spinoza e Nietzsche, Desejo é excesso, “sempre quero mais”.

Bataille enxerga a atividade sexual como exuberância.

Se opõe a uma razão instrumental, ao lógico, ao racional, pois muitas vezes, o mais lógico não é feito em nome do pudor (ex: sala de aula quente e todo mundo com roupa). Essa é a distinção do humano. Existe uma relação entre o pathos e o logos, ver o ser humano sem o pathos (paixões) é um erro.

Somo seres descontínuos colocados em jogo pela reprodução e entre todos nós há um abismo de descontinuidade;

Defende uma Ineficiência da comunicação Compartilhamos a vertigem do abismo (morte), que tem o sentido da continuidade do ser;

Com relação a pulsão de morte, Bataille busca corrigir Freud, pois para ele, o Eros é o Thanatos e o Thanatos é o Eros;

Pt.2

As premissas teóricas de Bataille são a continuidade e a descontinuidade. Para Bataille, a continuidade é essencialmente religiosa

  • Porque?

É quase como se transar fosse a mesma coisa que morrer, em um outro nível, onde o seu eu se perde, após essa violação, para uma continuidade, que não se completa, pois a sua completude é a própria morte.

Para Bataille, existe uma violência elementar, o domínio do erotismo também o domínio da violência, da violação.

Sobre a luz da teoria de Bataille, a pornografia seria como uma expressão do erotismo, não sendo tão simples de delimitar.

Os 3 tipos de erotismo

Os 3 tipos de erotismo habilitam um sentimento de continuidade profunda. Para Bataille, “todo erotismo é sagrado”, essa continuidade é essencialmente religiosa

  • Não entendi isso

EROTISMO DOS CORPOS

O erotismo dos corpos é um movimento de dissolução do ser, para Bataille, na mulher essa dissolução é evidente, pois ela vira dois (ela engravida). O gozo tem relação com um extase, um estar fora, não atoa, existe a tal “depressão pós gozo”.

A nudez é um território de dissolução, nós estamos sobre pele, temos vergonha da nudez, por exemplo, uma sensação de vergonha ao se olhar no espelho ao sair do banho.

Algo como ser dominado e ser livre de sua própria agência, não qualquer sexo, mas sexo com entrega habilita uma experiência erótica

Sacrifício como ato erótico. Existe um fascínio pela morte, nós colocamos a nossa descontinuidade no erotismo, embora não morremos.

EROTISMO DOS CORAÇÕES

Sem o outro não nos reconhecemos, meio que isso é o erotismo dos corações, pode se manifestar até em relações de país para filho. Também no sentido de que paixão feliz é sofrimento, o erotismo dos corações podem produzir coisas horríveis, como crimes passionais.

Linck explica que amor próprio meio que não existe na lógica de Bataille. Bataille era leitor de Hegel, e aluno de Kojeve (que influenciou todo o século XX). Para Kojeve, ser o que somos implica demanda reconhecimento, precisamos ser reconhecidos para estar vivo. Alguém precisa nos dizer que existimos para nos sentirmos existentes, ou seja, existe um desejo de ser desejado, de ser reconhecido pelo outro. Portanto, o amor é sempre relacional, e precisa do outro.

Pt.3

O ser amante, para o ser amado, é a transparência do mundo

  • confirmar essa citação

Parece existir uma relação com o pensamento de Nietzsche, Heidegger e Hegel. A idéia de Aletheia de Heidegger, a existência da paixão na paixão, e essa necessidade do desejo no outro. Como dito antes, nessa teoria do desejo, somos sujeitos do reconhecimento, desejamos ser desejados, ansiamos pelo reconhecimento, o outro informa quem nós somos, e isso não é um amor romântico, como dito, contempla crimes passionais

EROTISMO SAGRADO

Jesus é um bom exemplo de um sacrifício, de um sagrado que da justamente esse sentido de continuidade.

Indicação: Walter Benjamin, Experimento e Experiência (Experimento você faz, experiência você tem)

A experiência mística, o momento sagrado, embora aconteça nos rituais, na bruxaria e na religião, não são necessariamente religiosos. Por exemplo, podemos ter um ritual de relaxamento pós trabalho e etc.

Arte, poesia e etc; violência e transgressão

A arte, a poesia, também assumem esse lugar de continuidade, de uma violência interior que conduz ao limite de todo o possível.

Síntese do Raciocínio de Bataille

  • continuidade, descontinuidade; continuidade máxima = morte;
  • erotismos
    • erotismo dos corpos
      • esporte também é um exemplo
    • erotismo dos corações
      • varios tipos de amores
      • intensidade pela ausência
    • erotismo sagrado
      • algo levado a morte
  • a arte vai por ai também
  • transgressão e violência, transgressão sem interdição não é transgressão
    • transgressão

Notebook LM

A compreensão do erotismo em Bataille exige sua inserção nos debates da economia política e da antropologia francesa.[1, 5] Em seu ensaio seminal A Noção de Despesa, Bataille propõe o conceito de economia geral, que contrasta com a economia restrita de cunho utilitarista e capitalista.[1, 5] Enquanto a economia tradicional baseia-se na escassez, na produção e na acumulação de bens, a economia geral batailliana postula que o movimento fundamental do universo é regido pela superabundância de energia cósmica, exemplificada pela irradiação incondicional do sol.[1, 5]

Notebook LM - Próximos passos

PERGUNTA

Quais são os artigos que temos? Eu acabei de assistir uma aula sobre a introdução do livro, fiz algumas anotações, e queria pegar um próximo material pra me ajudar na compreensão do livro. O que me recomenda?

Temos uma vasta coleção de materiais que abordam Georges Bataille sob diversas perspectivas (filosófica, psicanalítica, literária e econômica). Como você já estudou a introdução do livro, aqui está uma visão geral dos materiais disponíveis e algumas recomendações específicas:

Mapeamento das Fontes Disponíveis

  • Fundamentos e Antropologia: Materiais que explicam a transição do animal para o homem através do trabalho e dos interditos.
  • Psicanálise: Artigos que ligam o erotismo de Bataille ao conceito de “gozo” em Lacan e ao “tabu” em Freud.
  • Economia: Estudos sobre a “economia geral” e a “noção de dispêndio” (gasto improdutivo), que são as raízes do pensamento dele.
  • Literatura e Arte: Análises sobre a soberania do mal na literatura e transcriações da obra para o mangá ero-guro.
  • O Próprio Livro: O texto integral de O Erotismo para consulta direta.

Recomendações para dar o Próximo Passo

Considerando que você acabou de ver a introdução, o conteúdo seguinte do livro foca na distinção entre os tipos de erotismo e na relação entre o interdito e a transgressão. Recomendo os seguintes materiais:

  1. Para consolidar a base teórica (Continuidade vs. Descontinuidade): O artigo “Em busca da continuidade perdida: erotismo e morte em Georges Bataille” é excelente. Ele explica detalhadamente como o erotismo é a tentativa humana de recuperar a continuidade perdida com o advento da subjetividade e do trabalho. Também ajuda a entender por que a morte e o erotismo são faces da mesma moeda.
  2. Para entender a estrutura do livro (Os Três Erotismos): O texto “O Erotismo na Fortuna Crítica de Georges Bataille” traz uma tabela comparativa muito didática sobre o erotismo dos corpos, dos corações e o sagrado. Ele resume a dinâmica de operação do desejo e o paralelo sacrificial em cada uma dessas dimensões.
  3. Para aprofundar na Antropologia e nos Tabus: O material “O Erotismo e o Sagrado: passàg_ens por Freud e Bataille” é ideal se você quiser entender como as regras de proibição do incesto e o horror ao sangue/morte fundam a humanidade na visão de Bataille em diálogo com a psicanálise clássica.
  4. Se você gosta de História e Economia: O artigo “The emergence of expenditure” contextualiza como Bataille redirecionou sua crítica à utilidade burguesa para formular a “ciência do que é diferente” (heterologia).

Dica: Além das leituras, você já tem no seu caderno o artefato “Por que o prazer exige a morte” [Audio Overview], que foca justamente no Prefácio, Introdução e na primeira parte do livro, sendo um ótimo companheiro para suas anotações de aula.

Qual desses caminhos mais te interessa agora: a parte mais filosófica/existencial, a psicanalítica ou a antropológica?