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Hoje eu li algumas notícias que envolviam o uso de tecnologias de IA, vou resumir em poucas palavras o conteúdo de cada uma delas (depois posso colocar as fontes):

  • Pessoas de todo o mundo estão tendo seus globos oculares escaneados em troca de criptomoedas e de um perfil no novo projeto do criador do Chat GPT, o projeto Worldcoin
  • Meta (dona do facebook e instagram) encerrará o sistema de checagem de fatos, usando modelo semelhante ao do X
  • O Comando de Observações Especiais dos Estados Unidos está procurando empresas que possam auxiliar a criar usuários de internet deepfake que “pareçam ser indivíduos únicos, reconhecíveis como seres humanos, mas que não existam no mundo real”

Também li uma matéria hoje, que falava sobre como Gilbert Jacob Huber Junior, dono de um conglomerado empresarial que monopolizou por décadas a produção de listas telefônicas no país, também fundou o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais, o IPÊS, cujo os mapeamentos sobre o comportamento social da população levantados pelo IPÊS deram origem ao banco de dados do Serviço Nacional de Informação (SNI), que funcionava como um órgão de espionagem da ditadura.

No dia a dia, produzimos um número gigantesco de dados, que é controlado por uma infinidade de empresas, pois em um único aplicativo, por exemplo, podem existir inúmeras empresas responsáveis por cada parte do fluxo. Esses dados não são devolvidos a nós, são apropriados e transformados em lucro. Por isso, é preciso que a gente faça uma reflexão sobre o uso das plataformas, sobre o fornecimento dos nossos dados, mas sem cair no individualismo. Não se trata apenas de boicotar, mas sim, de organizar a luta em torno da soberania digital.

Precisamos começar a pensar no desenvolvimento de tecnologias que estejam a serviço dos povos, ou estaremos fadados as vontades de um punhado de milionários, que através da extração dos dados, amplia seu domínio político, social e econômico sobre as nações dependentes dos países imperialistas