Nota feita com base em um estudo proposto na aula de "Produção Textual" do Bacharelado de Filosofia

As redes sociais têm se tornado um dos principais meios de acesso à informação, o que influencia diretamente na construção do pensamento crítico dos indivíduos. No entanto, o excesso de conteúdos superficiais e a lógica dos algoritmos podem limitar o contato com perspectivas diversas, dificultando o desenvolvimento de uma análise reflexiva e autônoma. Nesse contexto, é essencial que os usuários sejam capazes de avaliar fontes, reconhecer manipulações e buscar aprofundamento.

Em 2024, “brain rot” foi eleita palavra do ano pelo dicionário Oxford, o termo que pode ser traduzido como “apodrecimento cerebral” tem forte associação com o uso das redes sociais, e de acordo com o próprio dicionário, o termo pode ser definido como “a suposta deterioração do estado mental ou intelectual de uma pessoa, especialmente vista como o resultado do consumo excessivo de material (atualmente, em particular, conteúdo online) considerado trivial ou pouco desafiador. Também: algo caracterizado como provável de levar a tal deterioração.” (tradução livre do dicionário Oxford). Um estudo de 2025 chamado “Demystifying the New Dilemma of Brain Rot in the Digital Era: A Review” conclui que algumas das estratégias para prevenir esse apodrecimento consistem em controlar o tempo de tela, fazer uma curadoria dos conteúdos consumidos online e se engajar em atividades não digitais.

As redes sociais podem servir sim para nos colocar em contato com novas ideias e perspectivas, entretanto, é fundamental fazermos um uso crítico dessas ferramentas, buscando refletir ativamente sobre o que é ofertado dentro dessas plataformas e os seus impactos concretos na sociedade.

Assim, o uso consciente das redes pode se tornar uma ferramenta poderosa para a formação cidadã.