Os diversos sistemas de software são compostos por diversos outros sistemas menores, que podemos chamar de microserviços. Essa arquitetura é conhecida como “arquitetura de microserviços” e é amplamente utilizada nos mais diversos softwares.

Cada serviço desses sistemas dependem de diversos outros blocos mais elementares, que podemos chamar de dependências, ou seja, um sistema nada mais é do que um agrupamento de diversos serviços.

Esses sistemas precisam de uma infraestrutura capaz de suportar as cargas de trabalho que serão recebidas, afinal, um sistema não funciona isolado do mundo, mas sim de tal maneira que em ultima instância a limitação de qualquer sistema será uma limitação material.

Como consequência do modo de produção capitalista, a sociedade desenvolve cada vez mais relações de dependência com esses sistemas, e portanto, o desempenho exigido dos computadores torna-se cada vez maior. Tal desempenho só pode ser atingido através de uma infraestrutura robusta, e portanto, custosa.

Os sistemas que precisam suportar uma carga cada vez maior de usuários dependem de infraestruturas cada vez maiores. O conjunto dos sistemas necessários a sociedade consomem recursos finitos, e se sustentam sobre uma promessa de escala infinita.

As demandas artificiais geradas por essa promessa de escala infinita comprometem os recursos naturais finitos.

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