Lendo SONTAG Susan. Diante da dor dos outros (2003) uma imagem não deixou de me vir a cabeça, que é a de um soldado brasileiro pertencente ao exercito de Israel, que dedica uma explosão de Gaza a sua esposa.

A câmera mostra o soldado sorrindo, enquanto aperta um botão, onde podemos ver (assim como o soldado), por uma tela, um perímetro sendo transformado em cinzas…

O ato de apertar aquele botão traz consigo muitas coisas. O soldado sabia a qual finalidade o botão servia, pois do contrário não teria concedido a ação como uma homenagem a sua esposa. Além disso, não existe uma neutralidade, o soldado sabe que enfraquecer o território de gaza significa necessariamente fortalecer o estado de Israel, servir um exército de uma outra nação é uma ação voluntária. Entretanto eu me pergunto o quanto esse distanciamento da dimensão do resultado da ação com relação a dimensão do lugar por onde se acompanha a ação produz tal resultado…

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