As vezes já me peguei refletindo sobre o porque tenho escrito e o porque tenho sentido a necessidade de tornar público, e eu acho que a conclusão a que cheguei, embora um tanto quanto mórbida, traga algo de importante.

Eu não só acho que eu torne público algumas coisas que escrevo como todos aqueles que escrevem, entretanto, não necessariamente propagando as suas ideias. Com isso, quero dizer que, se um dia eu pensei em algo que possa ter alguma validade para a humanidade, que eu não a prive de conhecer esse útil pensamento.

Diferente de um processo de escrever uma tese, onde a metodologia é criteriosa e rigorosa como a formulação cientifica deve ser, ao se cultivar um jardim digital, mantenho algumas dessas idéias disponíveis, como se fossem um repositório, e se algum dia eu quiser elaborar uma tese que seja cientifica, muito provavelmente os pensamentos aqui contidos servirão como base, e se atenderem aos critérios, serão os fundamentos das minhas teses.

Além disso, me pego pensando sobre como foi interessante poder ver os Cadernos de Chico Science digitalizados e reunidos em acervo digital ou então as anotações de Leslie Lamport, ambos são mentes brilhantes, da cultura e da ciência, e as suas produções são superiores aos seus indivíduos, mas carregam muito de suas subjetividades, e esses escritos, assim como esse jardim, também são como um meio de transmissão de subjetividades.

Não quero propagandear as minhas ideias, mas quero que algumas delas estejam disponíveis, e caso produzam algo positivo, que sejam utilizadas.

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