O significado de “requerer o real enquanto subsistência” “Requerer o real” significa impor uma exigência a tudo o que existe (a natureza, o mundo e as coisas). Essa exigência determina que a realidade não pode mais simplesmente “ser” ou “repousar em si mesma”, mas deve se apresentar exclusivamente como subsistência (estoque, fundo de reserva ou recurso útil).
Na prática, isso significa que:
- Tudo se torna utilidade ininterrupta: O homem moderno é desafiado a olhar para o mundo inteiro como um imenso depósito de energia e materiais que devem estar “postos imediatamente” e prontos para serem extraídos, armazenados e encomendados a qualquer momento.
- A perda da autonomia das coisas: Como você bem anotou no resumo anterior, sob essa ótica, até o “objeto” desaparece. Você não olha para o Rio Reno e vê um rio na paisagem poética; você “requer o real”, ou seja, você o força a se apresentar apenas como pressão de água para gerar eletricidade. Você não olha para a floresta como natureza, mas a “requer” como mera reserva de celulose para fabricar papel impresso.
Portanto, “requerer o real enquanto subsistência” é a atitude imposta pela técnica moderna que reduz o ser de todas as coisas a mero “recurso” a ser explorado e comutado numa cadeia sem fim.