https://pt.wikipedia.org/wiki/Gilberto_Maringoni
É ativista político desde 1977. Atuou no movimento estudantil, no final dos anos 1970, tempos finais da ditadura. Foi dirigente do PT, no qual militou entre 1988 e 2005, desligando-se do partido por divergências com seus rumos. Desde então é filiado ao PSOL, chegando a ser membro de sua direção nacional. …foi candidato a governador do Estado de São Paulo nas eleições de 2014 pelo PSOL
1. Introdução
O autor defende que não houve um processo revolucionário na Venezuela. Embora tenham ocorridos convulsões sociais, as mesmas não resultaram em uma mudança profunda na sociedade.
P20 “Ao longo do século passado, a Venezuela foi palco de revoltas, rebeliões, golpes e conflitos violentos. Nenhum desses eventos pode, com segurança, ser chamado de revolução.”
Para definir a idéia de revolução, o autor se baseia em:
- Prado Jr., Caio. A revolução brasileira. São Paulo: Brasiliense, 1987, p.11
- Pasquino, Gianfranco. “Revolução”. In: Bobbio, Norberto et al. Dicionário de política. Brasília: LGE/Editora UnB, 2004, p.1121
O autor também argumenta que Chavez, ao inserir a palavra “revolução” em sua agenda política, travava uma importante luta política e ideológica. A conjuntura era favorável pois a população estava descontente com os resultados das políticas Neoliberais.
P22 O descontentamento popular com a elevação exponencial das taxas de desemprego, preços dos serviços públicos privatizados e promessas não realizadas desembocou, nos anos seguintes, na vitória de Chávez e nas eleições de outros líderes que defendiam mudanças em vários países da América Latina
O autor destaca que houveram 3 importantes acontecimentos que poderiam ter culminado em uma revolução (P23)
- Em 1959, derrubada da ditadura de Marcos Pérez Jimenez
- Em 1989, protesto contra o pacote econômico do governo com o FMI
- Em 2002, povo nas ruas para defesa de Chávez perante a tentativa de golpe
Cabe ressaltar que essas políticas não eram exclusividade da Venezuela, mas consistia em uma agenda neoliberal para toda a América Latina
Consultar na página 24 sobre o Consenso de Washington
As crises na sociedade venezuelana não criaram condições para que a classe trabalhadora pudesse de fato tomar o poder, mas ainda assim, o autor defende que o governo de Chavez tem caminhado rumo ao progresso através de importantes reformas, entretanto, aponta os atrasos desse governo não descartando a possibilidade de uma crise revolucionária
2. O Referendo
No final de 2007, Hugo Chavez sofre a sua primeira derrota eleitoral quando quase 3 milhões de apoiadores do presidente resolveram se abster em um referendo para a sua proposta de alterar substancialmente a Constituição do país. Inclusive, nem todos os filiados do PSUV foram votar (de acordo com o autor havia 1.289.913 filiados a mais do que o número de votos obtidos por Chavez)
O autor analise que:
P29 O mote de que votar sim à reforma seria escolher Chávez e votar não seria apoiar Bush, brandido pelo presidente venezuelano na reta final da campanha, exibe um grau de confrontação inadequado para uma iniciativa pouco debatida e menos ainda entendida pela população”
Principais Pontos da Reforma
Os principais pontos da reforma podem ser encontrados na página 30
De acordo com o autor, a conjuntura era favorável para Chavez no fim de 2006, entretanto, algumas movimentações dele o enfraqueceram.
2.1. Três iniciativas de impacto
O autor avalia que houveram 3 iniciativas que contribuíram para a derrota eleitoral de Chavez nesse referendo:
- Não renovar a concessão da “Rádio Caracas de Televisão”
- Mesmo com o fato de que “todas as emissoras privadas se envolveram na articulação do golpe de 2012”, nas palavras do autor, Chavez “acertou no mérito e exagerou no método”… Venezuelanos ficaram insatisfeitos com a programação, além de terem perdido a sequência de sua telenovela de maior audiência e alguns programas populares.
- De acordo com o autor “não foi feito grande debate acerca da democratização das comunicações e sobre os limites de uma concessão pública”
- Formação do PSUV em 15 de novembro de 2006
- Na época o MVR (núcleo central da base governista) não consegue pautar o debate de ideias e ter um funcionamento orgânico regular
- Chavez diz que os partidos demais partidos da base oficial na Assembleia Nacional deveriam dissolver-se no interior do PSUV ou abandonar o governo
- Nesse movimento, Chavez perdeu aliados e apoios importantes e ficou mais isolado
- Chavez atacou os bispos em um programa televisivo estatal
- Nas palavras do autor “colocou contra si milhares de padres que semanalmente estão diante de suas paróquias, fazendo sermões e atuando como respeitados formadores de opinião”
Fora os três aspectos, o autor ainda aponta outros:
- ineficiência administrativa do governo Chávez
- ilusão do oficialismo
- o referendo como uma precipitação desnecessária
- restrição ao exercício de uma saudável crítica interna ao processo
Entretanto, reconhece que o governo se usou muito (mais que nenhum outro) de consultas populares e respeitou os resultados
2.2. Oposição e Bonança Econômica
O autor avalia que como saldo pós-referendo, houve o surgimento de um “novo segmento oposicionista” e os golpistas perderam força, o autor resume a conjuntura da seguinte maneira:
Em outras palavras, Chávez tem diante de si uma oposição não golpista, uma direita que aceita suas regras do jogo, em um processo de acúmulo paulatino de forças.
O autor aponta que apesar dos diversos problemas na condução política, a popularidade de Chávez ainda era grande. Fazendo uma analise do crescimento da Venezuela, o autor afirma que a vida melhorou para a população e ainda que “é o aumento do preço internacional do petróleo que sustenta o crescimento venezuelano”
26.01.2026 - 21h35
Iniciei uma leitura mais acelerado, buscando obter o plano mais geral do livro, e pude notar que houve um grande trabalho revolucionário no que o PCV chamou de aliança cívico-militar. Como isso ocorreu na America Latina e em outras revoluções? Thomas Sankara?
27.01.2026 - 20h13
O autor faz uma analise sobre o processo que levou Hugo Chavez a sair vitorioso da disputa eleitoral de XXXXXXXXXX. O autor aponta as bases do crescimento de Chavez e defende que o mesmo não cresceu com uma base no movimento de massas, mas em uma base de apoio bem instável inclusive.
Parece que esses movimentos de militares tendem a ser extremamente isolados da sociedade
28.01.2026 - Sabe se lá que horas