vulnerabilidade externa, que é a baixa capacidade de resistência às pressões, fatores desestabilizadores e choques externos (GONÇALVES, 1999) como as privatizações prejudicam a soberania nacional em um Estado dependente, ou seja, em uma formação social que se relaciona de maneira subordinada com o imperialismo.

as empresas públicas passaram a significar uma forte concorrência para o grande capital privado, principalmente o internacional no período da novíssima dependência (SAES, 2007).

Este texto está organizado em quatro seções, além da introdução. A seção 1 retoma o debate sobre o papel das estatais no capitalismo brasileiro, além das privatizações no capitalismo neoliberal periférico e no contexto específico de golpe de Dilma Rousseff e governos Temer e Bolsonaro. Na seção 2 apresentamos os resultados da pesquisa com base na análise de desempenho das estatais entre as 500 maiores empresas brasileiras, a partir da publicação Maiores e Melhores. Na seção 3, analisamos 14 processos de privatizações identificados, além de apresentar a investigação de como o Valor Econômico abordou a privatização das quatro estatais de atuação nacional. Por fim, construímos considerações sobre os desafios das forças populares frente à ofensiva das privatizações.


Decada de 1990

  • FHC e Collor com varias contrarreformas neoliberais, muitas privatizações
  • PT não acabou com as privatizações, mas diminuiu a intensidade
  • A partir do golpe da Dilma, se intensificou a agenda neoliberal com Temer e Bolsonaro

Mas qual o vínculo entre as privatizações e o neoliberalismo? Quais são os interesses em disputa e por que interessa tanto ao capital externo privatizar as estatais brasileiras?

As empresas estatais e a participação do capital internacional tiveram papel determinante no desenvolvimento do capitalismo brasileiro.

Os processos de privatizações no Brasil começam a tomar fôlego no final da Ditadura Militar e redemocratização. Nos anos 1980, cerca de 40 empresas foram privatizadas.

No plano do capitalismo internacional, isso coincide com a aplicação de medidas neoliberais na política econômica de diferentes governos da América Latina, no contexto da crise da dívida de 1980.

Há, assim, no capitalismo dependente e periférico, um forte vínculo entre privatizações e desnacionalização das nossas economias (Gonçalves, 1999)

As estatais no capitalismo brasileiro e a ofensiva das privatizações

  • As principais empresas estatais começam a ser formadas no final da primeira metade do século XX
  • No século XX, a criação de empresas estratégicas no país, que possuem gestão estatal, resultaram em importantes avanços na nossa industrialização

o capital internacional cumpriu papel determinante no desenvolvimento do capitalismo dependente brasileiro. Sobre isso, Gonçalves (1999, p. 19) afirma que “as empresas de capital estrangeiro sempre desempenharam um papel de destaque no processo de acumulação de capital no país”.

capital internacional = imperialismo

E quando começam as iniciativas em torno das privatizações no Brasil? (pagina 6)