Para Heidegger, é impossível expressar certas idéias a não ser por determinadas línguas. Isso impõe uma fronteira epistemológica enorme, o que me parece levar a um determinismo linguístico.

Para Heidegger, não somos nós que falamos a língua; a língua é que fala através de nós. Ele estruturava seus argumentos “ouvindo” o que as raízes das palavras sugeriam.

Se a “Linguagem é a casa do Ser”, como ele diz, então nós só podemos morar onde as paredes da língua permitem.

“O homem se comporta como se fosse o mestre e o senhor da linguagem, quando, na verdade, a linguagem é que permanece a senhora do homem.”

Heidegger acreditava que apenas o Grego e o Alemão eram línguas verdadeiramente “filosóficas” e capazes de dizer o Ser. Isso sugere um determinismo geográfico e linguístico. Se a verdade do Ser só pode ser dita nessas línguas, o que acontece com o pensamento em chinês, português ou quimbundo?

Muitos autores (como o próprio Yuk Hui) tentam justamente “descolonizar” essa ideia de Heidegger, mostrando que existem outras “cosmotécnicas” e outras formas de “essenciar” que não passam pela etimologia alemã.

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A frase “O homem se comporta como se fosse o mestre e o senhor da linguagem, quando, na verdade, a linguagem é que permanece a senhora do homem.”, de acordo com gemini :

Essa frase icônica é de um ensaio de 1951 chamado “…poeticamente habita o homem…” (“…dichterisch wohnet der Mensch…”).

Ela faz parte da coletânea Ensaios e Conferências (Vorträge und Aufsätze), que é o mesmo volume onde você encontra “A Questão da Técnica”. Ou seja, as duas ideias nasceram no mesmo período produtivo do “segundo Heidegger”.