Jeder für sich und Gott gegen alle (no Brasil e em Portugal, O Enigma de Kaspar Hauser) é um filme alemão ocidental de 1974, um dos mais celebrados do diretor Werner Herzog. O trabalho, cujo título significa, em tradução literal, “Cada um por si e Deus contra todos” narra a história de Kaspar Hauser, uma criança abandonada envolta em mistério, encontrada na Alemanha Ocidental do século XIX, com alegadas ligações à família real de Baden. O filme fez parte da competição para a Palma de Ouro no Festival de Cannes 1975, onde ganhou três prêmios.

O filme de Werner Herzog é baseado no livro “Casper Hauser oder die Trägheit des Herzens”, de Jakob Wassermann, publicado em 1908, que, por sua vez, retrata o caso de um adolescente encarcerado na Alemanha do século XIX até a idade de 16 anos, quando teve seu primeiro contato verbal e social. Somente depois disso, pôde ser observado algum desenvolvimento de Kaspar Hauser na linguagem e na socialização com outros indivíduos.[1]

Devido à aquisição tardia de uma língua materna, fora do período crítico da infância, Kasper Hauser nunca desenvolveu a competência linguística de um falante nativo, principalmente no que concerne à sintaxe. Além disso, outras habilidade sociais foram seriamente prejudicadas, ainda que ele fosse capaz de aprendizagem de disciplinas. Tal episódio demonstra a importância da linguagem no processo socializador de um indivíduo.[2]


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